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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Le Cordon Bleu


Como voces já sabem adoro livros, de culinária então, sou fascinada, ontem recebi este livro do meu filhote como uma pequena surpresa, um carinho que me deixou muito feliz, pois ele acertou em cheio meu momento bolos, tenho feito muitos....só não tenho postado porque preciso fotografar para mostrar para voces, aí preciso de luz natural...tempo para escrever....não consigo compartilhar tudo da minha cozinha neste momento.
Mas como saber nunca é demais resolvi compartilhar este livro e um pouco desta escola francesa que é o sonho de muitas pessoas, meu inclusive....  hahahaha.......

Tradição Centenária

Primeira escola particular de culinária da França, a Le Cordon Bleu foi fundada em 1895 por Marthe Distel, jornalista e publisher da revista La Cuisinière Cordon Bleu, para oferecer aos leitores aulas com renomados chefs parisienses. O nome tem origem na "fita azul", símbolo da Ordem do Espírito Santo, uma elite de cavaleiros franceses do século XVI que ficou conhecida pelos banquetes. A fita azul, ou cordon bleu, acabou virando referência de excelência culinária.
Hoje, a instituição está presente em cerca de 20 países com mais de 40 escolas e recebe 20 mil alunos por ano. A metodologia é uma só desde sempre: ensinar os fundamentos da cozinha francesa, adaptada aos ingredientes de cada país.



Chef proprietária do Chou, em São Paulo, Gabriela Barreto estudou na Cordon Bleu de Paris, onde fez
 o Grand Diplôme, o programa completo, com nove meses de duração. "É um curso bastante prático. Cada aluno tem sua bancada, seus ingredientes e repete várias vezes as técnicas até dominá-las", conta. Muitos dos professores trabalharam em restaurantes estrelados. Quem também não esquece o nível de excelência das aulas é a chef carioca Flávia Quaresma."Apesar de formada há 20 anos na Cordon Bleu, até hoje lembro os ensinamentos dos grandes chefs com quem convivi em Paris", conta ela. A lista de alunos brasileiros que passaram por lá inclui os chefs Alex Atala, Benny Novak, Morena Leite, Roberta Sudbrack . ( Revista Mais, Cristiana Menichelli)


Adorei meu livro novo e selecionei estas duas receitas para experimentar.

Uma ótima semana para voces!

Um beijo!

Sandra Nunes.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Uma Doce Lembraça!

Um pouquinho de nossa história, extraída do livro O Doce Brasileiro. Boa leitura!


Corria o ano de 1890. A sociedade brasileira, agitada, aprendia a conviver com o novo mundo aberto pela abolição da escravatura e pela recém nascida República.
O fim do regime trouxera pessoas de todas as partes do mundo, trabalhadores que vinham substituir a mão de obra africana. E assim o País se enriquecia com  novos costumes, tradição e hábitos. No campo e na cidade, aprendia-se a conviver com os imigrantes europeus.
Ao mesmo tempo, jovens de elite retornavam de seus estudos na Europa, novas idéias fervilhavam na antiga corte, ouvia-se falar até de movimentos de emancipação feminina. Enfim, ventos novos sopravam além-mar. E não eram só idéias, que aqui aportavam. Nos portos do Rio de Janeiro e de Santos desembarcavam a manteiga da Dinamarca, tecidos ingleses, porcelana francesa, queijo e farinha "do reino", como os brasileiros se referiam a sua antiga metrópole, onde, de fato, a monarquia continuaria a dominar por uns bons vinte anos.
Mas, aqui, a novíssima República estava efervescente. As cidades cresciam, a população aumentava, o governo adaptava-se às novas circunstâncias.
Em cidades maiores, como São Paulo e Rio de Janeiro, as linhas de bonde puxado a burro alongavam seu percurso, chegavam a regiões mais distantes do centro , facilitando a vida da população. Progresso e conservadorismo conviviam lado a lado. Para abastecer as casas, os aguadeiros passavam com suas carroças, trocando pipas vazias por outras, cheias de água limpinha. Mas as autoridades tomavam providências para melhorar o abastecimento. Em São Paulo, a Companhia Cantareira entregava à população a grande caixa dágua da Consolação que passou a alimentar chafarizes; no distrito da luz, começava a ser instalado o serviço de esgotos.
Pelas ruas, o pregão de vendedores de peixe, leite, frutas e jornais misturava-se ao ruído das carroças e dos animais. Nas praças e ruas movimentadas, junto a portas de teatros e igrejas, as negras alforriadas armavam seus tabuleiros para oferecer mugunzá, cuscuz, pamonha, paçoca e outras lambiscarias, era a cozinha ganhando rua, firmando a tradição, já presente, das múltiplas influências confluindo para um só destino: o amor brasileiro pelo doce.

Para entendermos o presente devemos conhecer o passado, muitas curiosidades nesse pedacinho de nossa história.

Um beijo!
Sandra Nunes

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Sem trufas, sem caviar......

Paul  Bocuse
                                                                          

Vou transcrever para vocês o prefácio do livro" Bocuse em sua cozinha", adoro quando podemos desvendar mitos,escrito pelo próprio Bocuse, entendemos como cozinhar pode ser simples, sem custo alto , sem stress....Bocuse é o mais conhecido dos grandes chefs franceses.Seu restaurante em Lyon conserva suas três estrelas do Guia Michelin há mais de 40 anos.

Sem trufas,sem caviar... 
A fórmula continua a mesma,apesar dos 25 anos que separam  esta edição da primeira aparição deste livro.Numa época em que há abundância de livros de receitas nas livrarias, você poderá pensar que uma reedição pode representar apenas mais uma obra no mercado. E eu penso assim também.Porém, o tempo que passou não deu oportunidade às novas gerações de se familiarizar com a prática da cozinha. Tudo é muito rápido e virtual em nossos dias. Apesar disso, sempre haverá um momento em que é preciso chegar à mesa!
A insistência de nutricionistas e os numerosos artigos na imprensa incentivando a busca por melhor nutrição comendo de tudo convenceram-me de que este pequeno breviário de comer simples mas bem ainda é útil hoje, porque boa cozinha não quer dizer complicada e cara. A melhor pode ser aquela que se prepara no dia a dia, como uma sopa de alho poró com batatas e um frango assado.
A cozinha proposta neste livro tem a vantagem de estar ao alcance de todos,ao reagrupar receitas escolhidas fáceis de fazer, de preparação relativamente rápida e a um custo pouco elevado. As receitas são claras, com detalhes sobre manipulação dos ingredientes para que sejam compreendidas por debutantes da cozinha. Não há mágica, basta executá-las. Em um mundo onde preservamos bem mal a qualidade de vida, a cozinha tornou-se um meio de reunir as pessoas na alegria de saborear um prato. Para muitos, cozinhar também se tornou um jeito de relaxar, o prazer de reencontrar o gosto pelas coisas e compartilhá-lo.

Paul Bocuse


Nesta parte do prefácio Bocuse enaltece a simplicidade ,os bons ingredientes, a importância da alimentação como nutrição, e claro o que eu sempre afirmo como diferencial, a cozinha como lazer e prazer de compartilhar uma boa comida com pessoas queridas.
Se alguém quiser me enviar sugestões de assuntos ou mesmo pedir alguma receita específica, vou gostar de receber.

Um beijo!
Sandra Nunes